quarta-feira, junho 28, 2006

SER RIDÍCULO...




Há rastros que escorrem no silêncio de passos e fechamos todos os portões de acesso ao coração...Há mistérios desnudados explodindo no olhar, em uma mistura de contemplação e espanto e quebramos todos os espelhos e vidraças...A paisagem escurece e a carícia da brisa deixa de ser o bálsamo da alma...Na essência de nossa memória tememos o retorno; o instante dos murmúrios e afagos; a poesia no sabor doce de um beijo (in)acabado...O abraço espalha prazer e o corpo ávido recolhe saudades...Fugimos do amor deixando a bagagem empoeirada, anônima em rudes explicações...Escalamos a superfície do infinito sem a coragem de prosseguir...Obscuras razões anestesiam os sonhos e tememos o ridículo...Em um gorjeio de asas partidas, aprendemos o esplendor da entrega sem limites em cores embriagadas, amanhecendo na poesia que se debate em harpa dolorida...

26.06.2006 – 9:45h (resomar)