
No momento do desafio o confronto!
Escutamos a linguagem sonolenta da vida em suas dimensões estranhas a fulminar razões e sonhos...
Adormecemos e permanecemos à escuta!
Enlouquecemos e não conseguimos decifrar a essência dos valores inflamados, desencontrando sentimentos...
Como e para que desembainhar a espada da palavra se as feras estão prontas para devorar a sensatez e a ousadia de quem um dia aprendeu ser o tempo, a única arma que se demora a ser; não nos deixando na solidão sem segurança...
O monstro assobia em cores e brilho, e o percurso colorido atordoa a transformação do poder abusivo, vaidade perniciosa, egoisticamente exposta em molduras reluzentes...
A civilização das aparências confunde circunstâncias e tenta apagar do ser humano a ousadia na (re)construção de suas essências imersas em um vazio ausente de ternura...
A esperança, dizia Aristóteles, é o sonho do homem acordado.
Deixemo-nos habitar em ondas e conflitos sem o receio de perder a consciência de um longo percurso a ser conquistado...
Soberanos seremos se a nossa recusa desnudar a falsidade de lágrimas fotografadas...
26.06.2006 – 17:18h (resomar)