
Por que querer entender uma tarde sem a espera do anoitecer,
um encontro que foge deixando a paisagem adormecida em teus braços?
O tempo inventou razões, soprou na alma rumos e atalhos e a palavra enxergou o corpo baleado tocar a indiferença de olhares sonolentos...
Posturas desgastadas rasgam o silêncio nublado da esperança,
uma face rasgada, terra seca, boca faminta,
um amor esquecido no espanto de ser...
Não quero mais o encanto provisório de momentos...
Não quero mais apagar a realidade amordaçada na nostalgia cotidiana imersa em vazias melodias...
Quero atropelar o pranto debruçada em armas sutis, ousadamente enlaçadas no desafio de um eco transparente...
27.07.2006 – 23:00h (resomar)