terça-feira, agosto 22, 2006

INFINITUDE...



A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, diz KIERKEGAARD, filósofo dinamarquês existencialista ( 1813-1855).
A memória esquecida rasga aparentes sombras e se apaga no silêncio...
Exausto e perplexo o olhar se prolonga...
Abismos de recordações revivem um tempo assustado e anônimo...
O fracasso se precipita na mente, afoga soluços, interrompe passos diante de lutas inacabadas...
O corpo cansado se desespera e silencia...
A alma sedenta busca explicações...
O filósofo conclui o pensamento: “... mas só pode ser vivida olhando-se para a frente.”

Não há como fugir!
Urgente esgotar todas as possibilidades, (re)criar atalhos, expulsar mágoas, experimentar o sabor dos (des)encantos, apalpar a dor em sua essência, aprender a arte de transformar o fato consumado em desafio audacioso, onde o gesto pousará na flor desfolhada sem espaço para (re)nascer, mas imersa na certeza de que o escuro anuncia perdas e (re)encontros...
Urgente estender as mãos para abraçar a consciência do desamparo da humanidade, tocar na cicatriz, beber a nostalgia da solidão e prosseguir...
O caminho é longo e o sentimento infinito!...

12.08.2006 – 9:19h (resomar)